Não sei quem lerá isso, mas em breve haverão dois novos posts!
Até!
Eis uma história que foi passada de século em século sobre Pablo Picasso:
“Mamãe sempre dizia para mim:
- Pablo, meu filho, se você for para o exército, será um grande general; se for para a Igreja, será o Papa; será o melhor sempre.
E vejam só, vim para o Mundo da Arte e agora sou Picasso.”
Já há vários pontos de vista a respeito do assunto. Não há nada comprovado, mas alguns estudos dizem que a possibilidade de uma pessoa ser ou não homossexual é determinada pelos genes do indivíduo. Acham que ser ou não gay é como ser loiro, japonês, baixo, alto, enfim, não é uma escolha. Certas pessoas inclinam-se para essa possibilidade e, consequentemente, a defendem.
Outras pessoas acham que a resposta para a questão é a influência, familiar, social etc. Opinam que ser ou não homossexual trata-se de uma escolha, ainda que haja as mais diversas influências paternas. Os inclinados para a resposta científica acham que essa resposta não calha, afinal não há o menor sentido; se os genes determinam, está determinado.
Talvez o homossexualismo esteja sim associado à carga genética, por isso, há quem não considere normal que um homem tenha propensão a gostar de outro homem. Um sujeito gay pode ter sido influenciado sim por seus parentes e amigos, e o mais importante, por sua cultura. Na antiga Roma relacionamentos gays entre os nobres e seus pupilos eram aceitos sem críticas. Aquilo que uma sociedade considera normal ou anormal dependende muito dos valores com que se impregnam.
Por fim, gostaria de recomendar um texto que li recentemente, e que nos esclarece muito do que aqui foi escrito a respeito da influência de uma sociedade e da família de um indivíduo sobre o mesmo:
http://gloss.abril.com.br/gente/conteudo/meu-pai-gay-404407.shtml
Por Henrique Vaz
Democracia: regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos, direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico. (Fonte: Wikipédia; adaptado)
Vivemos em um mundo onde a maioria dos governos é regida oficialmente pela democracia . O povo escolhe o candidato que for melhor para seus padrões, e espera ser bem representado. É imprescindível que as classes sociais estejam bem organizadas, afinal são os cidadãos que pagam impostos, que votam e que cobram seus direitos. No entanto, infelizmente, nem sempre isso ocorre.
Não raro membros da chamada classe baixa organizam uma espécie de governo popular que nada tem de democrático. Chefes do crime organizado “disfarçados” de líderes de favela dispõe muitas vezes de um poder político bastante forte, agindo com força perante seus interlocutores. Quantos prefeitos não abririam mão de um pouco de poder em troca de centenas ou – quiçá - milhares de votos?
A classe alta frequentemente mostra-se menos organizada do que lhe seria conveniente. A influência econômica que direta ou indiretamente exerce sobre os governantes é bem menos produtiva do que seria se houvesse um plano a longo prazo. Infelizmente, a miopia administrativa faz com que não enxerguem a longo prazo.
Por sua vez, a classe média, seja da baixa ou da alta, é extremamente desorganizada e tem poucas ferramentas que lhe permitam ”dar um jeito e beneficiar-se através do governante”. Por mais óbvio que pareça, a melhor alternativa seria fazer um uso racional do processo democrático: ao contrário do que os acomodados acham, não basta votar num determinado candidato e deixá-lo ao deus-dará. Acompanhamento e cobrança são as premissas de uma sociedade que se deseja organizada. Por isso, é do interesse de todos que a constituem que organizem-se para que num futuro não muito distante consigamos nossos direitos.
A atual geração entre 40 e 50 anos não entendeu o recado e, por isso, levaram a pior. Tem mais paliativos que direitos! É nosso dever, herdeiros desta geração, organizar-mos e sermos mais eficientes.
Talvez o grande problema seja o modo fragmentado como a sociedade se comporta. Num ambiente verdadeiramente solidário, dividir as pessoas entre classes não faria tanto sentido quanto faz aqui.
Com uma boa organização poderemos exigir direitos e sermos recompensados com as aprovações dos mesmos, poderemos reclamar e sermos ouvidos! Já está na hora de percebermos que só estamos levando a pior com o nosso modo de portarmos!
Não basta agitar, precisamos mudar!


Por Henrique Vaz e Rodrigo Gouvêa
Israelenses armados matando palestinos desarmados. É essa chacina que vemos pela televisão. Israelenses atacam com covardia bancados pelo Governo Norte-americano,ainda que indiretamente, comandado pela C.I.A., a grande responsável por estes ataques.
Nem nos minutos finais de seu mandato, George W. Bush descuidou de mostrar sua mediocridade.
100 vidas são tiradas por dia por israelenses fortemente armados contra palestinos utilizando “paus e pedras” . Uma covardia.
Originalmente, o território que o Estado de Israel ocupa era Palestino. Depois, israelenses cercaram o território palestino de modo a não deixar que os palestinos recebessem ajuda humanitária, alimentos, água e energia.
O que mais impressiona é que num passado recente israelenses foram presos, torturados e mortos, injustamente pelos nazistas, mas agora, é o que estão fazendo com os Palestinos. Depois de tudo isso, ainda chamam os Palestinos de terroristas. É claro que o que o que ambas as nações estão fazendo é errado, mas Israel está revidando com força bruta desproporcionalmente superior à da Palestina. Enquanto esta lança mísseis de 5 quilos, aquele manda bombas de 1 tonelada.
Em plena Guerra, têm-se coragem de falar que a Crise Econômica Mundial é a coisa mais importante do Mundo e vemos por aí o Governos gastando US$ 8 milhões de dólares por dia para negar e ao mesmo tempo manter esta chacina.
Vejamos o que o novo líder norte-americano, Barack Obama, fará com relação a isso. Nada, ou pior, quase nada? A política externa norte-americana nunca muda? Será ele mais um George W. Bush maquiado? Veremos.
Por Henrique Vaz

Acompanhei com frequência as eleições nos Estados Unidos e a conseqüente vitória de Barack Obama. Este não hesitou em apresentar muitas propostas para os Estados Unidos, mas após eleito disse à imprensa que “será necessário mais tempo do que o esperado para a realização desses projetos”. É certo que a crise e o déficit de 1 trilhão de dólares dos Estados Unidos atrapalham não só o Governo americano, como o mundo todo, e que a prioridade de Obama é a aprovação do pacote de recuperação da economia, e que o mesmo assumiu a presidência em uma situação delicadíssima, mas falas como “Aqui quero ser realista: não poderemos fazer tudo o que falamos durante a campanha com o ritmo que tínhamos esperado” podem ser apenas uma prévia para que, caso algo aconteça de errado, ele possa dizer: ”Eu avisei a todos vocês. Minha tarefa não é fácil e, repito, avisei a todos que não seria possível cumprir todos os meu planos nos momentos desejados”.
Obama ainda não assumiu, mas não há como negar que suas recentes declarações tenham sido prudentes, porém ele deveria ter sido prudente também quando divulgou seus planos em época de eleição. Será que ele é só mais um querendo apenas votos? Talvez.
Só nos resta esperar, pois na posição de presidente do país mais rico e poderoso do mundo, ele, de modo direto ou indireto, influencia a vida de bilhões de pessoas. Barack Obama é agora o novo líder mundial. Que sua administração seja mais direta e transparente que seu discurso.
Por Henrique Vaz

Este texto é uma descrição das sensações de um indivíduo tomando sorvete de limão na varanda de casa, num dia quente, com ventanias e princípio de tempestade.
O tempo começava a se alterar e o calor estava partindo. Agora os relâmpagos tomavam conta do céu.
André saboreava o sorvete com tanta delicadeza, como se fosse o primeiro e último de sua vida. O garoto esquecera de tudo: de onde estava, de suas preocupações…grandes preocupações….Tudo o que ele sabia era que estava tomando uma delícia gelada com sabor sem igual. Seu paladar estava totalmente deliciado com aquele sabor azedo e ao mesmo tempo tão doce.
Por Henrique Vaz
Aforismo: [Do grego aphorismós, pelo latim aphorismu] s.m. sentença moral breve e conceituosa;
Porém, aforismo não pode ser definido em tão poucas palavras, como anteriormente. Aquele deve representar muito mais do que o explícito em tão poucas palavras.
Um aforismo tem de ser curto, e não deve ser hermético.
Um aforismo não deve ser montado de uma hora para outra, e não é algo tão simples como “fruto de sua imaginação”. Os bons aforismos são feitos depois de muito saber-se sobre certos assuntos.
Por exemplo:
“Darwin acabou com a ilusão de que somos a criação mais harmônica de Deus. Nietzsche acabou com a ilusão de que existe um Deus. Picasso acabou com a ilusão de que somos harmônicos. Einstein acabou com a ilusão de que acabaremos com todas as ilusões. E as pessoas vivem cada dia como se fossem a criação mais harmônica de um Deus real“. Daniel Piza, “Aforismos sem Juízo” , do mesmo autor.
Observe que no primeiro trecho ele elabora essas frases com o auxílio de todo o conhecimento que possui sobre esses grandes gênios. Julgo bem elaboradas.
Mas o segundo trecho….MUITO BEM FEITO NA MINHA OPINIÃO. Porém, observe que é necessário você ler todo o primeiro trecho para que entenda o segundo. Neste, ele critica a sociedade por viver fora da realidade.
Aprecio paradoxos, detesto contradições. Mas estas em especial me chamaram a atenção:
a) Darwin nega sermos uma “criação” de Deus;
b) Nietzsche nega “Deus”;
c) Picasso nega a “harmonia”;
d) Einstein nega o “fim das ilusões”.
“E as pessoas ['iludidas'] vivem cada dia como se fossem a ‘criação’ mais ‘harmônica’ de um ‘Deus real’”
Na minha opinião ele só é comprido de mais, mas ele quer dizer muito mais do que o escrito.
Há também aforismos que são formados por uma coisa que o incomoda ou o inspira , com relação a algo. Pode ser em relação a sociedade, pode ser em relação à ética, cada um tem o seu próprio aforismo.
Por exemplo: (desta vez não pegarei exemplos de nenhum autor, pois não sei se o aforismo foi formado a partir desta sensação interna. Será um aforismo meu)
1- Os bons professores são como o labirinto ideal: nos instigam o caminho mas não nos dão a resposta.
A minha inspiração para este aforismo foi um grande professor meu. O mesmo a que irei me referir logo a seguir. Ele me ajudou muito e acredito que ainda me ajudará. Eu achava que isso iria me inspirar a algum outro aforismo, e inspirou. Inclusive, a base deste aforismo é dele. Mas ele diz que eu dei “uma nova ênfase ao aforismo”.
2- Só há um remédio para os anti-éticos: o destino.
Normalmente gostam da relação entre essas palavras.
Essa me incomodava profundamente. Ouvi falar de um caso de cola com relação há 5 pessoas. Fui questioná-las e elas pareceram tão falsas, tão levianas e tão hipócritas! Há três tipos de pessoas: as que têm consciência, as que não têm consciência e as que dizem ter consciência. As citadas parecem encaixar-sem neste último grupo. Como uma pessoa pode ser tão inconsciente, tão anti-ética!? Até parecem que não têm noção do perigo…
E como sempre me dizem, elas não estão enganando aos outros, mas a si mesmas.
Bom, não vou entrar no mérito do Julgamento. Isso não cabe a mim, mas à elas mesmas.
Estou começando ainda a formar aforismos, e graças ao apoio de meu professor estou me saindo um pouco melhor e gostando muito do assunto.
Já li “Aforismos sem Juízo”, de Daniel Piza,por indicação, e ele me inspirou a elaborar alguns aforismos..
O livro é dividido em 4 tipos de aforismos: “Existência & Moral”, “Dinheiro & Poder”, “Amor & Sexo” e “Cultura & Saber”.
O livro é bem interessante, porém o autor se enaltece em alguns momentos. Acha que é capaz de tudo e parece ser o homem mais inteligente do mundo. Porém, há aforismos que compensam todo o resto, com por exemplo “Se você sabe o que é ética, não saberá o que é paz”. É bem interessante para quem lê o livro inteiro, porém um pouco hermético para você que não leu o livro. Faltam complementos para que ele seja entendido o que ele realmente quer dizer. Essa frase seria melhor empregada para alguém que cometeu algum ato anti-ético, como por exemplo o grupo que praticou a cola. Infelizmente, certas pessoas não estão nem aí para o que fazem.
Por fim, vou citar alguns aforismos. Lembrem-se de que ainda sou iniciante.
Pense neles não como um todo, mas separados. Desse modo, a contradição não virá à tona.
Aforismos: (alguns comentários de Rodrigo L. Gouvêa)
Por Henrique Vaz
17h46min: todos já haviam saído correndo pelo corredor, exceto por Denis e Paulo que permaneciam na sala . Aquele já havia arrumado seu material, mas esperava por este, que derrubara suas canetas no chão e estava meio atrapalhado para se arrumar. Deveriam pegar o metrô e ir até a rua Machado de Assis, onde moravam.
Mecanicamente traçaravam o percurso de todos os dias: atravessaram o portão laranja-amarelado da escola e seguiram pela esquerda; após cerca de dois minutos de caminhada, já estavam descendo a escada do metrô. Um casal discutindo passara por eles. O barulho exterior acentuava o silêncio entre os dois: não tinha havido nenhuma conversa entre os dois desde que o sinal tocara. Denis resolveu quebrar o silêncio.
- Paulo…
- Oi Denis. – respondeu Paulo sem muito entusiasmo. Parecia reflexivo.
- O que é uma mulher completa para você? É claro que ela tem de ter defeitos, mas…como é a mulher que você busca? As pessoas têm de escolher os defeitos que toleram umas na outras.
- Meu querido amigo….. – Paulo parecia surpreso. Não esperava por uma pergunta dessas. – Essa pergunta não pode ser respondida simples e momentaneamente. Em primeiro lugar você tem de conhecer a pessoa, e ver se a companhia dela lhe agrada. Eu não posso fazer uma ficha e sair por aí procurando por uma pessoa que encaixe-se nos padrões da mesma.
- Sim… e você poderia me responder uma coisa? Por que você me tolera?
- Denis. Você é o meu melhor amigo, mas vamos lá: para alguns um defeito, para outros não: Você é muito questionador. E eu gosto muito disso em você. Às vezes você é meio leviano, julgador. Mas isso também pode ser fruto da sua grande curiosidade.
- E sua família? Você briga tanto com seu irmão, às vezes fica bravo com seus pais….mas continua tudo numa boa…Nada parece passar do limite!
- Denis, nós não podemos guardar rancor. Minha família é minha família e final de papo. Eu devo muitas coisas a meus pais, meus avós… Meu pai e minha mãe me deram não só a luz da vida, como também carinho e liberdade para saber como enfrentar meus problemas. Meu irmão me dá felicidade e diversão, talvez até mesmo com nossas brigas. Todos somos companheiros uns dos outros. Não podemos nos desunir. A mesma coisa com você. Em certos momentos temos nossas desavenças, mas já somos amigos há 14 anos! E um catalisa o outro, com novos conhecimentos e etc.
Os amigos já estavam quase na metade do caminho.
Paulo prosseguiu:
- As coisas são superadas. Basta querer. Por exemplo, Denis, estou observando aquele casal desde que entramos no metrô.
Paulo apontou para um rapaz com uma pele gélida e cabelos que pareciam fios de ouro jogados para trás formando um topete e uma mulher morena com cabelos pretos como a escuridão de um eclipse. Ela usava um batom bem vermelho e suas unhas eram pintadas desta mesma cor. Eles acariciavam-se com tanta sutileza e amor que estava muito claro que um adorava ao outro.
- Assim que descemos a escada eu os vi discutindo. Agora veja. Tudo está superado. É claro que há pessoas também que não conseguem superar os problemas e permitem que os mesmos as consumam. São as famosas pessoas rancorosas e orgulhosas. Essas pessoas ficam tão consumidas e desesperadas internamente que podem apresentar graves problemas.
- Entendi Paulo. Muito obrigado por ser tão paciente comigo. Posso lhe fazer mais uma pergunta?
- Claro Denis. – Paulo respondeu.
- Bem… – Denis olhava para um rapaz com muitos piercings, brincos e tatuagens. Ele tinha o cabelo rosa todo arrepiado e a pele branca como a neve. Estava escutando música. – O que você acha que levou aquele moço a estragar todo o seu corpo…A FAZER O QUE FEZ COM SUA VIDA?! Eu não consigo imaginar como tais pessoas conseguem ter coragem de fazer isso! Mesmo que o rapaz esteja na mais profunda depressão ou com o maior dos problemas!
- Denis, Denis… E se esse foi o modo que ele achou de sair dessa depressão, de fugir desse problema?! O que eu falei não é uma coisa certa de se fazer. Não adianta simplesmente virar as costas para algo e fingir que esse algo não existe. Isso é irreal e é tamanha irresponsabilidade. Mas certas pessoas não têm senso crítico com relação consigo mesmo e acabam fazendo besteiras. Esse também pode ser o modo que ele achou para adaptar-se em seu grupo social. Creio que o indivíduo se adapta a muitas coisas e é capaz de fazer muitas loucuras para ser aceito.
- E por que ele escolheu ESSE grupo social? – contra-atacou Denis
- Talvez ele não tenha sido aceito em outros grupos, talvez não se encaixava. Mas nós não podemos julgá-lo com tal senso crítico. Isso não cabe a nós, mas sim a ele. Algum dia ele irá cair em si e perceber o que realmente está fazendo. Há também a possibilidade de ele estar totalmente consciente do que está fazendo, mas eu acho muito difícil que não haja um bom motivo para que ele tenha feito isso.
O perfume de dama-da-noite já começava a ser soltado pelas mesmas: o cheiro doce enalava pelas fossas nasais doa garotos como um enólogo saboreia vinhos. O cheiro era delicioso. Havia muitas plantas dessa espécie na rua deles, o que os levou a perceber que já desciam a rua de suas casas. O tempo parecia que passara mais rápido com essa conversa. Ambos estavam muito intrigados.
Passou um homem por ambos, e Paulo disse:
- Esse homem, Denis. Você o viu?
- Sim, normal. O que há?
- Ele parece bem normal sim. Mas ele pode ter tudo o que aquele sujeito punk do metrô tem, só que dentro dele. Suas emoções podem estar confinadas dentro de si e ele pode sentir-se aflito a cada passo que dá. Que tipo de reação você acha que é pior?
- Acho que nenhuma das duas. A melhor coisa é tentar resolver seus problemas e superá-los. Na minha opinião, aqueles homens perderam para seus problemas. O que deveria ser uma lição, tornou-se uma metamorfose tanto interna, quanto externa.
- Você está começando a entender. O modo de agir dessas pessoas é apenas um placebo para a realidade. Acho que o remédio deva ser encarar a realidade e procurar ajuda, mas de modo algum virar as costas.
A noite já havia caído e as estrelas já brilhavam no alto do céu.
Paulo já havia alcançado sua casa, e Denis, despedindo-se de seu amigo, satisfeito com a conversa, seguiu em frente.
Descendo para sua casa, um homossexual passou por sua frente. Já não havia mais dúvidas. Poderia ser a maneira que encontrou para seguir em frente. O viver é instintivo e cada um acha um modo para conseguir fazê-lo. Não cabe a nós o julgamento se a maneira escolhida é boa ou ruim.
Por Henrique Vaz
