Resposta ao tempo

Horácio sentia uma agonia subindo-lhe pelo corpo, empurrando seu coração pela boca. Sentia aquela mão paradoxal, que já o havia acariciado por muitas vezes, causando as sensações mais exorbitantes que já sentira, mas que agora lhe causava os piores sentimentos. Não sabia se havia feito a coisa certa, ou a menos errada. Tudo que sabia é que não podia mais voltar atrás. Ele havia pensado muito no que fazer. Pensara deveras, e o tempo consumira todas as oportunidades. Horácio parou, e olhou ao seu redor. Parou.

Publicado em: às 20 20UTC novembro 20UTC 2011 em 20:30  Comentários (3)  

Tempo Sem Tempo

Vê se encontra um tempo
Pra me encontrar sem contratempo
Por algum tempo
O tempo dá voltas e curvas
O tempo tem revoltas absurdas
Ele é e não é ao mesmo tempo
Avenida das flores
E a ferida das dores

E só então
De sopetão
Entro e me adentro no tempo e no vento
E abarco e embarco no barco de Ísis e Osíris
Sou como a flecha do arco do arco-íris
Que despedaça as flores mais coloridas em mil fragmentos
Que passa e de graça distribui amores de cristais, totais, sexuais, celestiais
Das feridas das queridas despedidas
De quem sentiu todos os momentos

(Zé Miguel Wisnik)

 

Publicado em: às 14 14UTC novembro 14UTC 2011 em 0:04  Comentários (2)  

Sem título

“E Luísa tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!”
(Queirós, Eça de. O primo Basílio. 15ª edição, São Paulo: Ática, 1994, p. 134)
Publicado em: às 1 01UTC novembro 01UTC 2011 em 21:18  Deixe um comentário  

Feito inatingível

Senti, sinto, sentirei
Tantas dores, tantas mágoas
Algumas que até passavam
Outras que vinham e voltavam
Eu vi, vivi e senti

Hoje, mais além
Não posso dizer que todas superei
Pois algumas ainda provocam
Desgosto, amor, angústia
Saudade, arrependimento, paixão

Será que errei, me pergunto
Ou será que tentei, mas fracassei?
Fui eu consumido pelo desejo
[A ponto de quanto mais tentar agarrá-la
Mais seu olhar escorregar, buscando a segurança do luar?]

Fiz do atingível, inatingível?
Ou foi tudo sempre platônico, impossível?
Era pra acontecer?
Ou serviu apenas para provocar, em meu paladar
A insaciedade, o desejo?

Todos já sentiram, sim
Desejos, angústias
Mas nem todos fizeram, de fato
Do atingível, inatingível

[(música, poema?) Em construção]

Publicado em: às 13 13UTC outubro 13UTC 2011 em 2:44  Comentários (1)  

Posts

Não sei quem lerá isso, mas em breve haverão dois novos posts!

Até!

Publicado em: às 28 28UTC outubro 28UTC 2009 em 22:26  Comentários (2)  

Pablo , o PICASSO

Eis uma história que foi passada de século em século sobre Pablo Picasso:

“Mamãe sempre dizia para mim:

- Pablo, meu filho, se você for para o exército, será um grande general; se for para a Igreja, será o Papa; será o melhor sempre.

E vejam só, vim para o Mundo da Arte e agora sou Picasso.”

Publicado em: às 27 27UTC fevereiro 27UTC 2009 em 22:37  Comentários (7)  

Polemizar é uma necessidade dialética

Um texto meu (Reflexos de Sociedades) foi questionado em seu último parágrafo por Israel Vilas Boas. Seu comentário gerou uma polêmica entre eu, ele e Rodrigo Gouvêa. Após uma troca de idéias onde cada um com tinha seus pontos de vista a respeito da conturbada questão “Por que os homossexuais são homossexuais?”, resolvi escrever sobre o tema.

Já há vários pontos de vista a respeito do assunto. Não há nada comprovado, mas alguns estudos dizem que a possibilidade de uma pessoa ser ou não homossexual é determinada pelos genes do indivíduo. Acham que ser ou não gay é como ser loiro, japonês, baixo, alto, enfim, não é uma escolha. Certas pessoas inclinam-se para essa possibilidade e, consequentemente, a defendem.

Outras pessoas acham que a resposta para a questão é a influência, familiar, social etc. Opinam que ser ou não homossexual trata-se de uma escolha, ainda que haja as mais diversas influências paternas. Os inclinados para a resposta científica acham que essa resposta não calha, afinal não há o menor sentido; se os genes determinam, está determinado.

Talvez o homossexualismo esteja sim associado à carga genética, por isso, há quem não considere normal que um homem tenha propensão a gostar de outro homem. Um sujeito gay pode ter sido influenciado sim por seus parentes e amigos, e o mais importante, por sua cultura. Na antiga Roma relacionamentos gays entre os nobres e seus pupilos eram aceitos sem críticas. Aquilo que uma sociedade considera normal ou anormal dependende muito dos valores com que se impregnam.

Por fim, gostaria de recomendar um texto que li recentemente, e que nos esclarece muito do que aqui foi escrito a respeito da influência de uma sociedade e da família de um indivíduo sobre o mesmo:

http://gloss.abril.com.br/gente/conteudo/meu-pai-gay-404407.shtml

Por Henrique Vaz

Publicado em: às 16 16UTC janeiro 16UTC 2009 em 14:27  Comentários (3)  

A unidade dos fragmentos

Democracia: regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos, direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico. (Fonte: Wikipédia; adaptado)

Vivemos em um mundo onde a maioria dos governos é regida oficialmente pela democracia . O povo escolhe o candidato que for melhor para seus padrões, e espera ser bem representado. É imprescindível que as classes sociais estejam bem organizadas, afinal são os cidadãos que pagam impostos, que votam e que cobram seus direitos. No entanto, infelizmente, nem sempre isso ocorre.

Não raro membros da chamada classe baixa organizam uma espécie de governo popular que nada tem de democrático. Chefes do crime organizado “disfarçados” de líderes de favela dispõe muitas vezes de um poder político bastante forte, agindo com força perante seus interlocutores. Quantos prefeitos não abririam mão de um pouco de poder em troca de centenas ou – quiçá -  milhares de votos? 

A classe alta frequentemente mostra-se menos organizada do que lhe seria conveniente. A influência econômica que direta ou indiretamente exerce sobre os governantes é bem menos produtiva do que seria se houvesse um plano a longo prazo. Infelizmente, a miopia administrativa faz com que não enxerguem a longo prazo.

Por sua vez, a classe média, seja da baixa ou da alta, é extremamente desorganizada e tem poucas ferramentas que lhe permitam ”dar um jeito e beneficiar-se através do governante”. Por mais óbvio que pareça, a melhor alternativa seria fazer um uso racional do processo democrático: ao contrário do que os acomodados acham, não basta votar num determinado candidato e deixá-lo ao deus-dará. Acompanhamento e cobrança são as premissas de uma sociedade que se deseja organizada. Por isso, é do interesse de todos que a constituem que organizem-se para que num futuro não muito distante consigamos nossos direitos.

A atual geração entre 40  e 50 anos não entendeu o recado e, por isso, levaram a pior. Tem mais paliativos que direitos! É nosso dever, herdeiros desta geração, organizar-mos e sermos mais eficientes.

 Talvez o grande problema seja o modo fragmentado como a sociedade se comporta. Num ambiente verdadeiramente solidário, dividir as pessoas entre classes não faria tanto sentido quanto faz aqui.

Com uma boa organização poderemos exigir direitos e sermos recompensados com as aprovações dos mesmos, poderemos reclamar e sermos ouvidos! Já está na hora de percebermos que só estamos levando a pior com o nosso modo de portarmos!

Não basta agitar, precisamos mudar!

OrganizaçãoClassé média cresce

 

Por Henrique Vaz e Rodrigo Gouvêa

Publicado em: às 13 13UTC janeiro 13UTC 2009 em 22:41  Comentários (3)  

Os Governos que bancam assassinatos

Israelenses armados matando palestinos desarmados. É essa chacina que vemos pela televisão. Israelenses atacam com covardia bancados pelo Governo Norte-americano,ainda que indiretamente, comandado pela C.I.A., a grande responsável por estes ataques.

Nem nos minutos finais de seu mandato, George W. Bush descuidou de mostrar sua mediocridade.

100 vidas são tiradas por dia por israelenses fortemente armados contra palestinos utilizando “paus e pedras” . Uma covardia.

Originalmente, o território que o Estado de Israel ocupa era Palestino. Depois, israelenses cercaram o território palestino de modo a não deixar que os palestinos recebessem ajuda humanitária, alimentos, água e energia.

O que mais impressiona é que  num passado recente israelenses foram presos, torturados e mortos, injustamente pelos nazistas, mas agora, é o que estão fazendo com os Palestinos. Depois de tudo isso, ainda chamam os Palestinos de terroristas. É claro que o que o que ambas as nações estão fazendo é errado, mas Israel está revidando com força bruta desproporcionalmente superior à da Palestina. Enquanto esta lança mísseis de 5 quilos, aquele manda bombas de 1 tonelada.

Em plena Guerra, têm-se coragem de falar que a Crise Econômica Mundial é a coisa mais importante do Mundo e vemos por aí o Governos gastando US$ 8 milhões de dólares por dia para negar e ao mesmo tempo manter esta chacina.

Vejamos o que o novo líder norte-americano, Barack Obama, fará com relação a isso. Nada, ou pior, quase nada? A política externa norte-americana nunca muda? Será ele mais um George W. Bush maquiado? Veremos.

Por Henrique Vaz

Insraelenses com tanque de guerra

Publicado em: às 12 12UTC janeiro 12UTC 2009 em 20:59  Comentários (5)  

Obama, a crise e os Estados Unidos

Acompanhei com frequência as eleições nos Estados Unidos e a conseqüente vitória de Barack Obama. Este não hesitou em apresentar muitas propostas para os Estados Unidos, mas após eleito disse à imprensa que “será necessário mais tempo do que o esperado para a realização desses projetos”. É certo que a crise e o déficit de 1 trilhão de dólares dos Estados Unidos atrapalham não só o Governo americano, como o mundo todo, e que a prioridade de Obama é a aprovação do pacote de recuperação da economia, e que o mesmo assumiu a presidência em uma situação delicadíssima, mas falas como “Aqui quero ser realista: não poderemos fazer tudo o que falamos durante a campanha com o ritmo que tínhamos esperado” podem ser apenas uma prévia para que, caso algo aconteça de errado, ele possa dizer: ”Eu avisei a todos vocês. Minha tarefa não é fácil e, repito, avisei a todos que não seria possível cumprir todos os meu planos nos momentos desejados”. 

Obama ainda não assumiu, mas não há como negar que suas recentes declarações tenham sido prudentes, porém ele deveria ter sido prudente também quando divulgou seus planos em época de eleição. Será que ele é só mais um querendo apenas votos?  Talvez.

Só nos resta esperar, pois na posição de presidente do país mais rico e poderoso do mundo, ele, de modo direto ou indireto,  influencia a vida de bilhões de pessoas. Barack Obama é agora o novo líder mundial. Que sua administração seja mais direta e transparente que seu discurso.

Por Henrique Vaz

Barack Obama

Publicado em: às 12 12UTC janeiro 12UTC 2009 em 14:28  Comentários (4)  
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